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Blog do Planejador Urbano!
 


A continuação do artigo acima, vai mostrar os objetivos da reforma urbana segundo Souza.

Pessoal para saber mais sobre reforma urbana, seus objetivos e suas ferramentas, indico dois livros do Marcelo Lopes de Souza: Mudar a cidade (2008), e ABC do Planejemnto urbano (2007). Semana que vem vou falar especificamente do municipio de Duque de Caxias e de duas obras que estão acontecendo na cidade. Até mais pessoal! Qualquer sugestão, deixem um recado!!!

 

Ainda segundo Souza (2007), os objetivos mais importantes da reforma urbana, consistem em:

1.      Coibir a especulação imobiliária;

 

2.      Reduzir o nível de disparidade sócio-econômico-espacial intra urbana;

2.1.Garantir segurança jurídica para as populações residentes em

espaços carentes de regularização fundiária, tais como favelas e loteamentos irregulares;

2.2.Gerar emprego e renda para os pobres urbanos;

 

3.   Democratizar o mais possível o planejamento e a gestão do espaço urbano.

Tais objetivos, se alcançados, contemplarão grande parte da sociedade (principalmente aos grupos sociais parcialmente excluídos) e diminuirão as disparidades sócio-econômicas tão exuberantes nos espaços urbanos. Entretanto, ao passo que se assume uma postura como essa, outros agentes que promovem a produção do espaço urbano, se sentirão ameaçados, muitas vezes pressionando o Estado de acordo com seus interesses.  



Escrito por Diogo Breda às 23h50
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Boa noite! Meu nome é Diogo Breda de Freitas. A intenção do Blog, é expor artigos que analisem a realidade espacial das cidades da Baixada Fluminense. É inegavel que o território que chamamos de Baixada Fluminense, tem potêncial socioeconômico para se desenvolver com responsabilidade social, estando pronto para os novos desafios que o novo milênio trás. No entanto, esse desenvolvimento só será possivel se estiver bem calçado com o que chamamos de reforma urbana e de suas ferramentas.

A primeira exposição será de uma monografia que estou fazendo para o projeto da minha pós. Porém, antes disso quero me apresentar melhor! Sou morador da Baixada Fluminense, residente de Belford Roxo, apesar de ter mais laços de identidade com o território caxiense. Sou formado em Geografia, licenciatura plena, e estou terminando a pós-graduação de Planejamento Urbano e Ambiental. Sou professor do ensino fundamental, além de cordenar e lecionar em um Pré-comunitário.

Agora sim, abaixo coloco uma parte da monografia que explica, dentre outras coisas, o que é reforma urbana:

Para SOUZA (2007), a reforma urbana, nada mais é do que, “...uma reforma social estrutural, com uma muito forte e evidente dimensão espacial, tendo por objetivo melhorar a qualidade de vida da população, especialmente de sua parcela mais pobre, e elevar o nível de justiça social. Enquanto uma simples reforma urbanística costuma estar atrelada a um entendimento estreito do que seja desenvolvimento urbano, pode-se dizer que o objetivo geral da reforma urbana, em seu sentido mais recente, é o de promover um desenvolvimento urbano autêntico...”.

            Na visão do autor, a reforma urbana é um instrumento que pode ser usado para melhorar a “convivência” socioeconômica entre os atores sociais que compõem as cidades, além de resolver ou minimizar boa parte dos problemas urbanos, comuns nas grandes cidades.

            Porém, a reforma urbana está longe de ser unanimidade entre as personalidades de nosso meio acadêmico e político. A essa crítica feita à reforma urbana, em sua maioria apresentada por alguns estudiosos Marxistas e por políticos conservadores, é rebatida por Souza (2008) que analisa: “Se antes, os planejadores eram criticados por contribuírem para a reprodução do status quo, comumente de maneira apenas indireta (e não plenamente consciente), por terem que ir, muitas vezes, contra os interesses imediatosde frações do capital, agora eles passam a dar suporte direto(e muito consciente) aos interesses capitalistas. À luz disso, o discurso “esquerdista” de condenação generalizada, se antes equivocado, sob um ângulo pragmático, ao desprezar as várias possibilidades de engajamento propositivo aqui e agora em nome da concepção metafísica de revolução social, hoje não poderia ser considerado como outra coisa que não um discurso politicamente pernicioso. Na prática, hoje em dia, esse discurso soa como um convite ao imobilismo, precisamente em uma quadra da história em que torna-se uma prioridade imediata lutar para manter a capacidade de intervenção estatal promotora de minimização de privações e segregação, erodida que está essa capacidade pelo ultraconservadorismo de inspiração neoliberal.”

            No viés do debate, pode-se afirmar que mesmo dentro de um sistema, como o capitalismo, cheio de contradições sociais, políticas e econômicas, há possibilidades reais de intervenções (através por exemplo, do planejamento urbano e de suas ferramentas) satisfatórias dentro das cidades, que priorizem a justiça social e a qualidade de vida. Sabe-se que a nova fase capitalista e suas ferramentas em vigor (o neoliberalismo, as transnacionais, etc.), “enfraqueceram” a dinâmica de atuação do Estado e até de seu poder intervencionista. No entanto, munido de instrumentos adequados, alguns já previstos em lei, é inegável que se pode melhorar o caráter segregador das cidades, desenvolvendo-as com responsabilidade e as preparando para os novos desafios que as aguardam. 

Pessoal, qualquer dúvida, ou sugestão, deixem uma mensagem!!! Vou tentar sempre colocar artigos, fotos, enfim tentarei atualizar sempre!!! Um abraço!!!

 

 



Escrito por Diogo Breda às 19h59
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